A habilidade materna está relacionada com a produção de leite e com o cuidado da mãe com a cria. Ao selecionar-se para habilidade materna se deseja identificar vacas que apresentem maior cuidado com a cria e que produzam maior quantidade de leite. A partir disso, surge um questionamento básico, como medir a produção de leite e o cuidado da vaca com o bezerro em bovinos de corte, com intuito de avaliar a habilidade materna?
Existem técnicas que utilizam o peso do bezerro antes e após as mamadas como indicador para a produção de leite. Mas, na maior parte das situações, a habilidade materna é medida, de forma indireta, a partir do desempenho das crias no período pré-desmame, por meio do peso ao desmame, do ganho de peso do nascimento ao desmame, por exemplo. Essa prática pode tornar-se uma grande fonte de erros quando não se considera que as medidas de características do período pré-desmame contém a expressão do potencial genético do bezerro para ganhar peso e a expressão do potencial genético da vaca para cuidar da cria e produzir leite.
Dessa forma, ao observar características de desempenho pré-desmame, teremos a expressão de 2 genótipos, o primeiro, do bezerro, chamado efeito genético direto, representando o potencial genético de crescimento do próprio animal e o segundo, da vaca, representando a habilidade materna, chamado de efeito genético materno.
O impacto dos efeitos genéticos maternos sobre o peso ao desmame da cria, pode ser negativo ou positivo, pois, a habilidade materna, para o bezerro, é um efeito ambiental que pode inibir ou permitir a expressão total do potencial de crescimento do animal no período pré-desmame. Dessa forma, filhos de vacas com habilidade materna superior têm maiores chances de apresentarem desempenho superior até o desmame, desde que tenham potencial genético de crescimento.
Enquanto, para cria, a habilidade materna é um efeito ambiental, para mãe, é um efeito genético herdado dos pais, de maneira que a superioridade genética de uma vaca para habilidade materna é fruto de genes herdados de seus progenitores, pois ambos contribuíram com 50% do seu valor genético.
É importante lembrar que os efeitos genéticos maternos sofrem ação de efeitos ambientais que permitem ou inibem a expressão do potencial genético do indivíduo para habilidade materna. Os efeitos ambientais atuantes sobre a habilidade materna são resultantes das diferenças entre fazendas (relacionados com o clima, qualidade do solo, mão de obra e manejo), das diferenças entre os anos e as estações de nascimento dos bezerros, das diferentes idades da vaca ao parto, pois o comportamento da produção de leite está associada à idade da vaca, com aumento da produção até cerca de 10 anos seguido de redução gradativa.
Além disso, existem situações a que as fêmeas são submetidas que podem exercer impacto sobre o potencial genético para habilidade materna durante toda a vida produtiva da vaca, como exemplo, pode-se citar as perdas de tetos, ou deficiências no manejo nutricional que impedem o desenvolvimento adequado do sistema mamário. Os resultados dessas situações sobre a medição da habilidade materna, são chamados de efeitos permanentes de ambiente, porque exercem efeito, de forma permanente, sobre o desempenho de todas as crias das vacas e porque não estão relacionados com o potencial genético das vacas.
Dessa forma, para que a seleção para habilidade materna, baseada em características de desempenho no período pré-desmame, seja eficiente, é necessário a utilização de ferramentas que calculem adequadamente os valores genéticos maternos, bem como, os efeitos ambientais envolvidas na expressão destas características.
Para isso, é necessária a construção de uma estrutura organizacional, que permita a coleta minuciosa das informações de desempenho, dos efeitos ambientais e da genealogia dos animais, bem como o registro em arquivos de dados e o processamento dos dados a partir de programas computacionais específicos, resultando nas diferenças esperadas das progênies (DEPs), que permitirão a seleção de animais com potencial genético superior.
Deve-se acrescentar que, para seleção de animais com elevado potencial genético para habilidade materna, é necessário que os arquivos de dados contenham informações das características de desempenho pré-desmame medidas nas mães e filhos, seus parentes e respectivas progênies, além do maior número possível de vacas com mais de um filho, vacas que tenham netos e touros com filhas e netas avaliadas, o que permitirá a utilização de dados dos animais aparentados, a partir da estrutura criada pelos laços genéticos existentes entre os parentes, aumentando a precisão das DEPs obtidas.
Atualmente, no Brasil, existem diversas instituições que consideram esses aspectos para o cálculo das DEPs para habilidade materna, gerando informações precisas. Muitas dessas instituições divulgam seus resultados em sumários de touros, que trazem também informações referentes a vacas e animais jovens.
A escolha criteriosa de touros, utilizando as DEPs, como ferramenta, pode resultar em ganhos genéticos expressivos para habilidade materna, porém é importante ressaltar, que estes ganhos serão observados somente quando as filhas destes touros parirem.
O sucesso da seleção de vacas com maior habilidade materna resulta na escolha de animais com elevado potencial para produção de leite, e conseqüentemente, mais exigentes quanto ao manejo nutricional e sanitário, o que pode ser um problema nos sistemas em que alterações na forma de manejar os animais não são consideradas.
Por outro lado, a seleção para habilidade materna é extremamente importante no contexto de intensificação da produção de bovinos de corte, em que o tempo de permanência do bezerro com mãe representa um terço ou mais da vida do animal. Aliado a isso, é importante salientar, que no período pré-desmame a mãe é uma das fontes mais importantes de nutrientes da cria, sendo determinante no peso ao desmame e na idade ao abate.
Dessa forma, a seleção para habilidade materna, associada com a seleção de animais com potencial genético para crescimento, com a utilização de planos nutricionais e sanitários adequados e com sistemas de coleta e gerenciamento de informações e comercialização eficientes, pode resultar em aumento da eficiência de sistemas de produção de bovinos de corte.
sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Seleção de bovinos de corte resistentes ao carrapato
A crescente competitividade do processo de produção de carne no país vem tornando a eficiência econômica cada vez mais importante para os criadores. Todo e qualquer fator que interfira com o processo produtivo, seja este oriundo do manejo, reprodução, nutrição e genética, deve ser conhecido e explorado ou sanado. Assim, existe um grande interesse do mercado nas tecnologias que proporcionem melhorias no rendimento econômico de cada sistema de produção existente, seja este extensivo, intensivo ou semi-intensivo.
Um dos mais antigos problemas do rebanho nacional e que atinge qualquer sistema de produção, é a presença do carrapato Boophilus microplus. Este parasita, comumente encontrado em regiões intertropicais (cerca de 74% da América Latina e ao redor de 96% dos municípios brasileiros) causa perdas de grande vulto à pecuária brasileira e à de outros países do mundo. Os danos causados abrangem desde o custo com medicamentos anti-parasitários, equipamentos e mão de obra; a queda no desempenho dos animais, que normalmente perdem peso, apresentam menores índices de fertilidade, diminuem a produção de leite e em alguns casos morrem (principalmente no caso de bezerros), até a diminuição da qualidade dos subprodutos, tais como o couro (70% do couro brasileiro é de 2a e 3a categoria forçando o país com o maior rebanho comercial do mundo a importar este subproduto). Este parasita é ainda transmissor dos agentes Anaplasma e Babésia, tornando-se fundamental no aparecimento da Tristeza Parasitária Bovina nos rebanhos.
Apesar das dificuldades em mensurar os prejuízos causados por este parasita, estima-se que se gaste mais de 1.000.000,00 de dólares/ano, ou cerca de 8 dólares/cabeca/ano no Brasil, compreendendo desde gastos com controle químico, prejuízos no desempenho e até mortalidade, em casos mais graves, de animais do rebanho. Estudos realizados na Austrália demonstraram que um animal pode morrer se permanecer infestado com mais de 200 carrapatos por um período maior que seis semanas (Frisch et al., 2000).
Existem basicamente três alternativas para o controle do carrapato; a utilização de produtos químicos, o consórcio de pastagens e a seleção de animais resistentes. Infelizmente a simples utilização de controle químico não aparece como uma alternativa eficaz no controle deste parasita, uma vez que o uso indiscriminado destes produtos faz com que surjam cepas resistentes do carrapato a todas as classes de compostos químicos comercialmente utilizados.
Um dos mais antigos problemas do rebanho nacional e que atinge qualquer sistema de produção, é a presença do carrapato Boophilus microplus. Este parasita, comumente encontrado em regiões intertropicais (cerca de 74% da América Latina e ao redor de 96% dos municípios brasileiros) causa perdas de grande vulto à pecuária brasileira e à de outros países do mundo. Os danos causados abrangem desde o custo com medicamentos anti-parasitários, equipamentos e mão de obra; a queda no desempenho dos animais, que normalmente perdem peso, apresentam menores índices de fertilidade, diminuem a produção de leite e em alguns casos morrem (principalmente no caso de bezerros), até a diminuição da qualidade dos subprodutos, tais como o couro (70% do couro brasileiro é de 2a e 3a categoria forçando o país com o maior rebanho comercial do mundo a importar este subproduto). Este parasita é ainda transmissor dos agentes Anaplasma e Babésia, tornando-se fundamental no aparecimento da Tristeza Parasitária Bovina nos rebanhos.
Apesar das dificuldades em mensurar os prejuízos causados por este parasita, estima-se que se gaste mais de 1.000.000,00 de dólares/ano, ou cerca de 8 dólares/cabeca/ano no Brasil, compreendendo desde gastos com controle químico, prejuízos no desempenho e até mortalidade, em casos mais graves, de animais do rebanho. Estudos realizados na Austrália demonstraram que um animal pode morrer se permanecer infestado com mais de 200 carrapatos por um período maior que seis semanas (Frisch et al., 2000).
Existem basicamente três alternativas para o controle do carrapato; a utilização de produtos químicos, o consórcio de pastagens e a seleção de animais resistentes. Infelizmente a simples utilização de controle químico não aparece como uma alternativa eficaz no controle deste parasita, uma vez que o uso indiscriminado destes produtos faz com que surjam cepas resistentes do carrapato a todas as classes de compostos químicos comercialmente utilizados.
Além disto, a utilização de produtos químicos apresenta um alto custo, tanto na aquisição do produto e equipamentos, como na disponibilização de mão-de-obra. Consórcio e rotação de pastagens específicas (capim Gordura, capim Elefante, Andropogon), implantação de lavouras por um período na área infestada, uso de pó de Neem (pecuária orgânica), e vacinas apresentam-se como alternativas eficazes somente em casos de baixa infestação de carrapatos. Desta forma, a seleção de animais resistentes ao carrapato apresenta-se como a alternativa que atualmente mais preenche os requisitos necessários para amenizar este problema em qualquer sistema de produção de bovinos de corte.
A resistência a carrapatos é definida como a habilidade de um animal em limitar o número de carrapatos que se tornem maduros sobre ele. Esta habilidade depende de fatores fisiológicos, comportamentais, imunológicos e anatômicos, que caracterizam as raças, e também de fatores ambientais. Está bem caracterizada na literatura a diferença entre animais taurinos e zebuínos no que se refere à susceptibilidade ao carrapato, sendo os europeus marcadamente mais susceptíveis a infestações deste parasita. A maior resistência dos zebuínos é atribuída a muitos fatores adaptativos, tais como características da pelagem (pelo curto, grosso e assentado), comportamento de auto-limpeza, capacidade de detecção de lugares de alta infestação e aspectos fisiológicos, como a liberação de maior quantidade de histamina como resposta a irritação causada pela picada do parasita (reação alérgica). A resistência ao carrapato talvez tenha sido um fator mais importante, embora com certeza não seja o único, para a disseminação e absoluta predominância das raças zebuínas no Brasil central pecuário, contribuindo decisivamente para que o país ocupe a posição de destaque em que hoje se encontra no cenário mundial de produção de carne. Entretanto, a evolução da pecuária de corte no sentido da intensificação dos processos produtivos requer a utilização de animais mais especializados para este tipo de sistema de produção. Algumas raças de taurinos, por terem sido selecionados em sistemas de produção intensivos, podem ser superiores quanto às características de desempenho e principalmente qualidade de carne neste tipo de ambiente e têm sido assim utilizadas em diversas regiões do país. Entretanto, grande parte das vantagens econômicas resultantes deste maior desempenho é consumida pelos gastos advindos da menor resistência ao carrapato.
No entanto, programas de seleção de raças da Austrália (Belmont Adaptado e Shorthorn Australiano) mostraram que a herdabilidade da resistência ao carrapato é alta (h2=0,48), o que demonstra que esta característica, quando selecionada, pode ser passada para a progênie. Em um programa de seleção, desenvolvido por cerca de 15 anos foi verificado que quando foram selecionados animais resistentes ao carrapato, houve uma diminuição linear do número de carrapatos/animal, sendo que a média observada no início do programa (1983) era de 275 carrapatos/animal e passou a 40 carrapatos/animal no final do projeto (1998). Também foi demonstrado que a seleção para resistência aos carrapatos traz como conseqüência aumento no peso vivo dos animais, embora esta melhoria nas características de crescimento seja inferior àquelas obtidas nos programas de melhoramento genético estabelecidos para com este objetivo específico. Estes resultados, confirmados em outros trabalhos com raças diversas, indicam que a seleção de reprodutores resistentes ao carrapato Boophilus microplus, independente da raça enfocada, pode ser uma alternativa mais eficiente para redução dos custos com o controle químico e desta forma contribuir para o aumento dos índices de produtividade do rebanho nacional, e consequentemente do retorno econômico da atividade pecuária.
A resistência a carrapatos é definida como a habilidade de um animal em limitar o número de carrapatos que se tornem maduros sobre ele. Esta habilidade depende de fatores fisiológicos, comportamentais, imunológicos e anatômicos, que caracterizam as raças, e também de fatores ambientais. Está bem caracterizada na literatura a diferença entre animais taurinos e zebuínos no que se refere à susceptibilidade ao carrapato, sendo os europeus marcadamente mais susceptíveis a infestações deste parasita. A maior resistência dos zebuínos é atribuída a muitos fatores adaptativos, tais como características da pelagem (pelo curto, grosso e assentado), comportamento de auto-limpeza, capacidade de detecção de lugares de alta infestação e aspectos fisiológicos, como a liberação de maior quantidade de histamina como resposta a irritação causada pela picada do parasita (reação alérgica). A resistência ao carrapato talvez tenha sido um fator mais importante, embora com certeza não seja o único, para a disseminação e absoluta predominância das raças zebuínas no Brasil central pecuário, contribuindo decisivamente para que o país ocupe a posição de destaque em que hoje se encontra no cenário mundial de produção de carne. Entretanto, a evolução da pecuária de corte no sentido da intensificação dos processos produtivos requer a utilização de animais mais especializados para este tipo de sistema de produção. Algumas raças de taurinos, por terem sido selecionados em sistemas de produção intensivos, podem ser superiores quanto às características de desempenho e principalmente qualidade de carne neste tipo de ambiente e têm sido assim utilizadas em diversas regiões do país. Entretanto, grande parte das vantagens econômicas resultantes deste maior desempenho é consumida pelos gastos advindos da menor resistência ao carrapato.
No entanto, programas de seleção de raças da Austrália (Belmont Adaptado e Shorthorn Australiano) mostraram que a herdabilidade da resistência ao carrapato é alta (h2=0,48), o que demonstra que esta característica, quando selecionada, pode ser passada para a progênie. Em um programa de seleção, desenvolvido por cerca de 15 anos foi verificado que quando foram selecionados animais resistentes ao carrapato, houve uma diminuição linear do número de carrapatos/animal, sendo que a média observada no início do programa (1983) era de 275 carrapatos/animal e passou a 40 carrapatos/animal no final do projeto (1998). Também foi demonstrado que a seleção para resistência aos carrapatos traz como conseqüência aumento no peso vivo dos animais, embora esta melhoria nas características de crescimento seja inferior àquelas obtidas nos programas de melhoramento genético estabelecidos para com este objetivo específico. Estes resultados, confirmados em outros trabalhos com raças diversas, indicam que a seleção de reprodutores resistentes ao carrapato Boophilus microplus, independente da raça enfocada, pode ser uma alternativa mais eficiente para redução dos custos com o controle químico e desta forma contribuir para o aumento dos índices de produtividade do rebanho nacional, e consequentemente do retorno econômico da atividade pecuária.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Raça Santa Gertrudis
A busca constante do bovino ideal, aquele que satisfaz o mercado consumidor e dá lucro ao produtor, é o objetivo do Santa Gertrudis, uma raça sintética, rústica, precoce, com excelente ganho de peso e habilidade materna, características fundamentais para o desenvolvimento de uma raça de corte no Brasil e diretamente relacionadas com eficiência produtiva e reprodutiva.
A raça Santa Gertrudis surgiu a partir de um desafio: produzir um gado de corte rústico, perfeitamente adaptado às duras condições climáticas do sul dos Estados Unidos. Assim, os proprietários das Fazendas King Ranch iniciaram, em 1910, os primeiros cruzamentos entre seus melhores rebanhos de origem zebuína e européia.
Somente dez anos mais tarde este trabalho culminaria no seu mais significativo resultado: o Monkey, o primeiro gigante vermelho, 3/8 Brahman e 5/8 Shorthorn, às margens do rio Santa Gertrudis, no Texas.
Oficialmente reconhecida em 1940 como a primeira raça sintética formada no Hemisfério Ocidental, manteve-se em franca expansão, marcando presença atualmente em 53 países. No Brasil desde 1953, introduzida pelo mesmo King Ranch, com 34 machos e 225 fêmeas, a raça Santa Gertrudis soma hoje quase um milhão de exemplares
Os Santa Gertrudis são rústicos, versáteis e resistentes ao ataque de ectoparasitas. Bem adaptados às condições brasileiras, apresentam tamanho que atende às exigências do frigorífico, carcaça e padronização do rebanho.
- Bezerros - Nascem com um peso médio de 37 kg e são desmamados aos sete meses com 240 kg, o que comprova a excelente capacidade leiteira da raça. Precoces, fortes e ativos, apresentam um ganho de peso médio acima de 1 kg por dia, demonstrando alta capacidade de engorda e conversão alimentar, tornando-se prontos para o abate por volta dos dois anos de idade, com cerca de 17 arrobas, em regime de pasto. Quando confinados, atingem 480 kg aos 16 meses.
- Novilhas - Podem ser cobertas ou inseminadas dos 14 aos 18 meses de idade, dando sua primeira cria antes até de completar dois anos de vida.
- Machos - Extremamente funcionais, bom ganho de peso, conformação ideal, precocidade e musculosidade, com excelente desenvolvimento da área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio, além de excepcional média das medidas de perímetro escrotal.
- Fêmeas - Parem com facilidade e produzem boa quantidade de leite. Destacam-se por sua longa vida produtiva, chegando a produzir mais de 10 crias durante a sua vida útil. São excelentes receptoras de TE.
Quem optou pelo Santa Gertrudis em cruzamento industrial sobre matrizes zebuínas sabe das vantagens alcançadas com produtos 1/2 sangue: machos pesados na desmama e fêmeas de excelente habilidade materna, podendo ser utilizadas como receptoras de TE. Outra opção é utilizar touros SG sobre fêmeas cruzadas de qualquer origem, pois o que servia apenas para o abate, agora pode ser utilizado como matriz, desmamando bezerros próximos a nove arrobas e peso superior a 17 arrobas aos dois anos de idade em regime extensivo de pasto.
O cruzamento absorvente com o Santa Gertrudis é possível, pois o Santa é uma raça sintética, que fixa suas características, chegando ao 7/8 ou 15/16 na fazenda com o rebanho super adaptado, o que não é possível no gado europeu devido a sua pouca adaptação ao clima tropical.
Outra vantagem do Santa Gertrudis é uma das heranças do Shorthorn, que apresenta ótima cobrtura de gordura e marmoreio, ao passo que as raças continentais e as zebuínas são mais tardias. Estas características são muito exigidas pelas redes de supermercados e casas de carnes nobre.
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